O SATÉLITE WMAP: «Um marco histórico»
sábado, 15 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
MUNDOS PARALELOS - KAKU, Michio
«Representações do Universo bebé»
Num primeiro momento, Michio Kaku expõe as origens do Universo pelos mitos cosmogónicos, subdivididos em duas categorias contraditórias: aqueles que apresentam a criação a partir do nada e os que consideram o Universo eterno (sem princípio nem fim).
Depois dessa deliciosa exposição, Kaku apresenta a possível conciliação dos dois tipos de cosmogonias a partir do mundo da ciência. Afirma, então:
«O que está a emergir gradualmente dos dados é uma grande síntese destas duas mitologias opostas. Talvez, especulam os cientistas, a Criação ocorra repetidas vezes num oceano intemporal de Nirvana. Nesta nova representação, o nosso Universo pode comparar-se a uma bolha que flutua num "oceano" muito mais vasto, onde novas bolhas estão constantemente a formar-se. De acordo com esta teoria, os universos, como bolhas que se formam na água a ferver, estão em criação contínua flutuando numa arena muito mais vasta, o Nirvana do hiperespaço a onze dimensões».
O estudo desses mundos paralelos ocupam os cientistas (físicos e astrónomos), abrindo portas para especulações que incluem a possibilidade da futura fuga de um Universo para outro.
O motor dessas novas teorias é o fluxo de dados dos satélites espaciais, nomeadamente do satélite WMAP, lançado em 2001, que forneceu uma imagem pormenorizada do Universo primitivo, com uma precisão sem precedentes, quando este tinha apenas 380 000 anos de idade, revelando numa fotografia do céu a radiação de microondas criada pelo próprio big bang (fotografou-se o "eco da criação").
quinta-feira, 13 de maio de 2010
MUNDOS PARALELOS
Lendo KAKU, Michio (2010) - MUNDOS PARALELOS - UMA VIAGEM PELA CRIAÇÃO, DIMENSÕES SUPERIORES E FUTURO DO COSMOS, 2ª edição, Lisboa, Editorial Bizâncio.
No prefácio, o autor começa por definir cosmologia: «o estudo do Universo como um todo»
Situa a primeira revolução da cosmologia no século XVII com a introdução do telescópio com o qual Galileu, na esteira dos estudos de Copérnico e de Kepler, abriu, pela primeira vez, «o esplendor dos céus à investigação séria». O progresso desta primeira fase culminou no trabalho de Newton, formulador das leis que «governam o movimento dos corpos celestes».
Seria preciso chegar ao século XX para a segunda revolução, iniciada com a introdução dos grandes telescópios. Em 1920, Huble usou o telescópio do Monte Wilson «para derrubar dogmas seculares, que afirmavam que o Universo era estático e eterno», demonstrando que o Universo está em expansão, uma vez que as galáxias se estão a afastar da Terra a velocidades enormes. Os seus estudos vieram confirmar os resultados da teoria da relatividade geral de Einstein, «segundo os quais a arquitectura do espaço-tempo, em vez de ser plana e linear, é dinâmica e curva, o que conduziu à primeira explicação plausível da origem do Universo: o Universo começou com uma explosão cataclísmica denominada big bang, que arremessou as estrelas e as galáxias no espaço». Dos estudos sobre o big bang emergiu um quadro com as linhas mestras da evolução do Universo.
A terceira revolução está em curso com os instrumentos de alta tecnologia que permitem obter dados muito seguros «sobre a natureza do universo, incluindo a sua idade, a sua composição e talvez até a sua provável morte futura»,
Não deixando de fazer a retrospectiva da cosmologia, o livro trata dessa terceira revolução, admitindo a existência de novas provas de o nosso Universo ser um entre muitos.
No prefácio, o autor começa por definir cosmologia: «o estudo do Universo como um todo»
Situa a primeira revolução da cosmologia no século XVII com a introdução do telescópio com o qual Galileu, na esteira dos estudos de Copérnico e de Kepler, abriu, pela primeira vez, «o esplendor dos céus à investigação séria». O progresso desta primeira fase culminou no trabalho de Newton, formulador das leis que «governam o movimento dos corpos celestes».
Seria preciso chegar ao século XX para a segunda revolução, iniciada com a introdução dos grandes telescópios. Em 1920, Huble usou o telescópio do Monte Wilson «para derrubar dogmas seculares, que afirmavam que o Universo era estático e eterno», demonstrando que o Universo está em expansão, uma vez que as galáxias se estão a afastar da Terra a velocidades enormes. Os seus estudos vieram confirmar os resultados da teoria da relatividade geral de Einstein, «segundo os quais a arquitectura do espaço-tempo, em vez de ser plana e linear, é dinâmica e curva, o que conduziu à primeira explicação plausível da origem do Universo: o Universo começou com uma explosão cataclísmica denominada big bang, que arremessou as estrelas e as galáxias no espaço». Dos estudos sobre o big bang emergiu um quadro com as linhas mestras da evolução do Universo.
A terceira revolução está em curso com os instrumentos de alta tecnologia que permitem obter dados muito seguros «sobre a natureza do universo, incluindo a sua idade, a sua composição e talvez até a sua provável morte futura»,
Não deixando de fazer a retrospectiva da cosmologia, o livro trata dessa terceira revolução, admitindo a existência de novas provas de o nosso Universo ser um entre muitos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
MARCHA PELOS DIREITOS HUMANOS - Braga 7 de Maio
E a poesia de António Gedeão voltou à rua, em Braga, inspirando as vozes orquestradas, jovens e adultas, que ajudavam a Luísa a subir a calçada: «Luísa sobe, / sobe a calçada, / sobe e não pode / que vai cansada. / Sobe, Luísa,/ Luísa sobe / sobe que sobe, / sobe a calçada. / [...] / / Puxa que puxa, / larga que larga, / Anda Luísa [...]».
Em alguns rostos destas Luísas orquestradoras da Marcha pelos Direitos Humanos, o cansaço espreitava sem que a litania desse por isso.
E, ao som da poesia e do rufar dos tambores, a Marcha desaguava na Avenida Central, ladeada de mini-pavilhões sobre a BIODIVERSIDADE. Esta palavra dominou a semana bracarense, em termos da Ciência e da Educação. Por isso a MARCHA PELOS DIREITOS HUMANOS? Todos diferentes, todos iguais. Para quando?
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
[...]
(a vida verdadeira, a biodiversidade, os direitos dos homens: a utopia em construção)
Em alguns rostos destas Luísas orquestradoras da Marcha pelos Direitos Humanos, o cansaço espreitava sem que a litania desse por isso.
E, ao som da poesia e do rufar dos tambores, a Marcha desaguava na Avenida Central, ladeada de mini-pavilhões sobre a BIODIVERSIDADE. Esta palavra dominou a semana bracarense, em termos da Ciência e da Educação. Por isso a MARCHA PELOS DIREITOS HUMANOS? Todos diferentes, todos iguais. Para quando?
Perfila-se, então, no meu pensamento, Thiago de Mello e o seu poema Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente) :
Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
[...]
(a vida verdadeira, a biodiversidade, os direitos dos homens: a utopia em construção)
sábado, 8 de maio de 2010
Economia não pode rimar com poesia? (3)
Reciclagem do Expresso, Caderno de Economia, da semana passada (sem o poema e sem Nicolau Santos - que terá acontecido).
PALAVRAS SOLTAS:
1.Palavra de ordem: «EMERGÊNCIA» «Responsabilidade» «Solidariedade» «Suspensão»
«Senão»
«Pedregulhos pendurados nos nossos pés»
«Nos arrastarão»
2. «GALP vai tirar 10 mil barris por dia do TUPI»
«Ao lado ainda tem os campos
de Iara, Iracema, Júpiter» (ó rei dos deuses)
«CARAMBA
E BEM-TE-VI»
3. Mais Valia
«E afinal onde podia o Estado cortar?»
«Greves e protestos sem fim á vista»
«As boas ideias atraem-nos»
«Snickers agora são feitos com mais amendoim»
Ai sim?
«É o fim do mundo em cuecas»
«O quebra-cabeças das mais-valias»
«Expectativa e solidariedade»
«VAI DISPARAR» / «BANCA TRAVA»
«UMA NOVA IDOLATRIA: dar mais poder aos accionistas
ou
capitalismo virado para o cliente»
Ó Mensagem surpreendente!!!
«Snickers agora são feitos com mais amendoim»
Ai sim?
«É o fim do mundo em cuecas»
«Quem diria que a eficiência pode ser tão atraente?»
«Não é coincidência, é consistência»
«O fenómeno da pobreza na Europa» – conferência»
«Mundo em mudança»
«O cerne da questão»
«O futuro é instalar um motor eléctrico nas rodas do automóvel»
«a pobreza na Europa»
«Continua a ser a burocracia, estúpido!»
«Foi um parto difícil»
«E não queríamos abrir uma mina de ouro ou um poço de petróleo, apenas um hotel»
«É o fim do mundo em cuecas»
«O cerne da questão»
Pode ser que sim / Pode ser que não
PALAVRAS SOLTAS:
1.Palavra de ordem: «EMERGÊNCIA» «Responsabilidade» «Solidariedade» «Suspensão»
«Senão»
«Pedregulhos pendurados nos nossos pés»
«Nos arrastarão»
2. «GALP vai tirar 10 mil barris por dia do TUPI»
«Ao lado ainda tem os campos
de Iara, Iracema, Júpiter» (ó rei dos deuses)
«CARAMBA
E BEM-TE-VI»
3. Mais Valia
«E afinal onde podia o Estado cortar?»
«Greves e protestos sem fim á vista»
«As boas ideias atraem-nos»
«Snickers agora são feitos com mais amendoim»
Ai sim?
«É o fim do mundo em cuecas»
«O quebra-cabeças das mais-valias»
«Expectativa e solidariedade»
«VAI DISPARAR» / «BANCA TRAVA»
«UMA NOVA IDOLATRIA: dar mais poder aos accionistas
ou
capitalismo virado para o cliente»
Ó Mensagem surpreendente!!!
«Snickers agora são feitos com mais amendoim»
Ai sim?
«É o fim do mundo em cuecas»
«Quem diria que a eficiência pode ser tão atraente?»
«Não é coincidência, é consistência»
«O fenómeno da pobreza na Europa» – conferência»
«Mundo em mudança»
«O cerne da questão»
«O futuro é instalar um motor eléctrico nas rodas do automóvel»
«a pobreza na Europa»
«Continua a ser a burocracia, estúpido!»
«Foi um parto difícil»
«E não queríamos abrir uma mina de ouro ou um poço de petróleo, apenas um hotel»
«É o fim do mundo em cuecas»
«O cerne da questão»
Pode ser que sim / Pode ser que não
sábado, 1 de maio de 2010
Economia pode rimar com poesia? (2)
No momento que antecede o envio dos jornais para a reciclagem, há uma vontade de revisitação do Expresso, neste caso, do de 24 de Abril de 2010, por sinal, muito pouco abrilino. Folheiam-se os cadernos principais com paragem certa no caderno de Economia (não me perguntem porquê). Acontece, então, a vontade de fixar por citação alguns excertos.
Poema de Herberto Helder, Aos Amigos (a selecção será de Nicolau Santos?):
«Amo devagar os amigos que são tristes
com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem
e estão sentados,
fechando os olhos,
com os livros atrás a arder
para toda a eternidade.
Não os chamo,
E eles voltam profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.»
1. «cem por cento»
«Não se pode tapar o sol com a peneira»
E «Simon Johnson é uma alimária»
E «dias de cão e de especulação»
E «agora não temos saída»
E «um vulcão [...] entrou em erupção»
E que «a Natureza nos venha lembrar
quão frágeis continuamos a estar»
«E quem salva os cidadãos?»
«"Inútil", uma extraordinária aventura»
Inútil, «revista de poesia e de fotos no mercado português»
E «agora, não temos saída»
E é «culpa do vulcão islandês»?
Talvez.
2. «Lítio» / «O petróleo português» / «Minério Portugal / é já o quinto produtor mundial» / «dentro de dois anos a natureza volta a tomar / conta do lugar» / Nem vais acreditar / «É a maior mina de lítio da Europa» / A «Felmica / com sede em Mangualde / é aí que o mineral / é transformado em metal» / com «reabilitação ambiental» / «Quero [...] fazer em Portugal / a primeira fundição / resta-me encontrar o parceiro ideal».
Mas alguma coisa deve correr mal / agora não temos saída / a culpa é do vulcão islandês / ou, então, do fado português.
3. «Tecnologia portuguesa seduz EUA» / «faz sentido avançar assim / aceitar um desafio / dar o passo em frente / e ser reconhecido» / «Amor à primeira vista com a EFACEC» / E com a bandeira, manos, /«Entrego o coração dos georgianos».
Mas alguma coisa deve correr mal / agora não temos saída / a culpa é do vulcão islandês / ou, então, do fado português.
4. «Invasão de cisnes cinzentos» / «modeláveis» / «expectáveis» / «os gestores» / «os empresários» / «podem armar-se / de uma postura / de um pensamento / que os ajude a "farejar" / a «actuar / por antecipação» / a compreender o seu "comportamento" / e saber "navegá-los" quando rebentam».
De metáfora em metáfora / de Aristóteles a Maubossin / a culpa é do vulcão islandês / e das contas que deus não fez.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Escola Secundária Carlos Amarante festeja o 25 de Abril
A Poesia está na rua. Esse foi o título dado ao Sarau abrilino, organizado pela Escola com a participação aberta aos docentes, discentes e familiares. Nós, os mais velhos, ouvimos e trauteámos nostalgicamente canções e músicas de intervenção, cantadas e tocadas por jovens. Aquelas eram as canções que abriram as portas de Abril e as que trabalharam para que elas não se fechassem. Zeca Afonso foi especialmente celebrado.
Jovens talentosos puderam mostrar ao público a sua arte.
Da arte de hoje da cultura urbana, ouvimos um rap/hip-hop com letra e música da autoria do trio de alunos que o apresentou. A letra ficou a latejar pela mensagem de um mundo inseguro, violento e alienado, de que aqueles jovens têm consciência. Onde estão os cravos? Será que não os plantámos? Ou, então, cravos são flores sem frutos e Cronos tudo devora.Acreditemos que tudo se transforma e que todas aquelas mensagens de esperança criam nova esperança com a qual se continua a lutar. A luta é infindável. e não se pode parar.
A música "cueca", extra-programa, teve o valor simbólico de um desafio ao programa estabelecido tal como a revolução abrilina, que, em 1974, também não estava no programa.
Na abrangência de um olhar sempre novo sobre a realidade, há que salientar o "Poema para Galileo" de António Gedeão, brilhantemente declamado. E é desse poema extraordinário que passo a transcrever alguns versos:
«[...]
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
[...]
Ai, Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa dos quadrados dos tempos.»
António Gedeão, Poesias Completas (1956-1967)
.
Jovens talentosos puderam mostrar ao público a sua arte.
Da arte de hoje da cultura urbana, ouvimos um rap/hip-hop com letra e música da autoria do trio de alunos que o apresentou. A letra ficou a latejar pela mensagem de um mundo inseguro, violento e alienado, de que aqueles jovens têm consciência. Onde estão os cravos? Será que não os plantámos? Ou, então, cravos são flores sem frutos e Cronos tudo devora.Acreditemos que tudo se transforma e que todas aquelas mensagens de esperança criam nova esperança com a qual se continua a lutar. A luta é infindável. e não se pode parar.
A música "cueca", extra-programa, teve o valor simbólico de um desafio ao programa estabelecido tal como a revolução abrilina, que, em 1974, também não estava no programa.
Na abrangência de um olhar sempre novo sobre a realidade, há que salientar o "Poema para Galileo" de António Gedeão, brilhantemente declamado. E é desse poema extraordinário que passo a transcrever alguns versos:
«[...]
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
[...]
Ai, Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa dos quadrados dos tempos.»
António Gedeão, Poesias Completas (1956-1967)
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


