A Criação literária
Maio de 2026, Maria José Domingues
«É como leitores que nós somos ‘literatura’»[1]
(Eduardo Lourenço, «O homem como
literatura»)
De facto, o leitor é essencial à realização da arte literária. Entre escritor e leitor, circula uma mensagem veiculada por um texto. Sem leitor, o circuito comunicativo não funciona.
Cresci a ler e digo
que a leitura ajuda ao crescimento interior, à aprendizagem da Língua, ao conhecimento
do mundo e é uma ótima companheira. Por tudo isso, acredito que a leitura é necessária,
muito útil e prazerosa.
A minha primeira fonte de livros e a de muitos da minha geração foi a carrinha da Gulbenkian, que passava regularmente pela minha aldeia e por muitas outras. Grande iniciativa a das Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian. Foi criador e seu primeiro diretor o presencista Branquinho da Fonseca[2], defensor da liberdade de criação artística, em tempo de Estado Novo.
A arte literária
inicia-se pela poesia. Antes da escrita, era a poesia fixada na memória para
ser dita ou cantada e difundida pela tradição oral.
Por volta do
séc. VII a. C., temos, na Grécia, os Poemas Homéricos, A Ilíada e
a Odisseia, a serem declamados por rapsodos ou cantados por aedos. Obras
imortais pelo seu valor inaugural e por terem sido considerados os poemas
educadores e modelares da Grécia, passando depois a Roma e expandindo-se para
os países greco-romanizados. Eles abrangem os seguintes domínios: a religião, a
poesia, a língua, os costumes e ideias (H. Rocha Pereira, Estudos de
História Clássica, vol. I - Cultura Grega, pp 50-138). Na poesia , são o modelo da poesia épica
subsequente (proposição, invocação, lançar a narrativa in media res,
etc.- regras que Virgílio cumpre na Eneida, séc. I a.C., e Luís de
Camões segue em os Lusíadas, séc. XVI, d.C.) e influenciam
consideravelmente a poesia lírica (poesia pessoal de sentimentos e emoções,
cantada ao som da lira).
Para que o
modelo de criação literária não se extraviasse, estabeleceram-se regras a
cumprir na poesia. Quem codifica essas regras é Aristóteles na obra intitulada Poética,
datada do séc. IV a.C. Aristóteles declara no início do primeiro parágrafo «Falaremos
da arte poética […]»[3].
A literatura escrevia-se em poesia, com regras poéticas bem determinadas. O
criador poético não era livre na sua arte, seguia o cânone estabelecido.
Apresenta Aristóteles
duas causas para a poesia: a 1.ª é a imitação (mimeses), própria dos
humanos, pois é assim que aprendem a falar e os seus primeiros conhecimentos; a
2.ª causa é o prazer que se sente nas imitações. Considera imitações a epopeia, a tragédia, a
comédia e a poesia lírica. E afirma que todas realizam imitação por meio do
ritmo, das palavras e da harmonia. Acrescenta «que aqueles que tinham mais
propensão para estas coisas (…) criaram a poesia a partir de improvisos».
A literatura
grega primordial influenciou os escritores ao longo da história da literatura.
Mais tarde, o
latino Horácio em A Carta aos Pisões, final do séc. I a.C., sua Arte Poética,
sobre a função da poesia escreve: «Instruir ou deleitar pretende o poeta / ou
mesclar c’o jucundo o útil à vida /». Crítico exigente para os não cumpridores
da regra, admite «faltas que o perdão merece», «em grande obra»:
(…) Contudo há faltas que os perdões merecem / (…) Mas sofra se dormita o bom Homero / Permita-se em grande obra um grande sono»[4].
Depois de
refletirmos sobre a importância da criação poética na Antiguidade Clássica,
demos um salto no tempo e vejamos rapidamente o que se passava em Portugal, na
Idade Média. Falava-se na Galiza e no Condado Portucalense o galaico-português.
Em galaico-português, cantavam-se as cantigas medievais: as cantigas de amigo, as
cantigas de amor e as cantigas de escárnio e maldizer.
Os mais antigos
textos literários portugueses em verso foram reunidos em Cancioneiros, a partir
do séc. XIII e do Séc. XIV, reunindo textos desde o séc. XII.
A evolução do galaico-português para o português foi-se fazendo, acelerando certamente com o estímulo da independência do Condado Portucalense[5].
Saltemos agora para um escritor português
do século XX, ainda que nascido no séc. XIX: Fernando Pessoa (1888-1935),
poeta do primeiro Modernismo português.
Vejamos então o
que nos diz Pessoa acerca da criação literária e sobretudo da poesia. Talvez
seja ele um dos poetas portugueses que mais analisa esse ato criador.
Ele inscreve-se
no cortejo de poetas, iniciado na Antiguidade grega. Num texto em prosa,
Ricardo Reis, o heterónimo ligado ao classicismo, afirma:
«Deve haver, no mais pequeno poema de um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero. A novidade, em si mesma, nada significa, se não houver nela uma relação com o que a precedeu. Nem, propriamente, há novidade sem que haja essa relação»[6].
Sobre a arte em geral, Pessoa escreve: «Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade» que é «pessoal e intransmissível»[7].
Então o poeta, pessoa
sensível, recolhe as sensações, para depois, pelo trabalho intelectual,
as trabalhar em poemas. Para chegar aí, é necessária a inspiração e «encontrar
por instinto as frases e ritmos que reduzam a sensação à frase Intelectual.
Segue-se a reflexão crítica». E Pessoa
considera dois tipos de artista. «o
inspirado e espontâneo» e o «reflexivo e crítico que elabora, por
necessidade orgânica, o já elaborado». Enquanto o inspirado e espontâneo atinge
o primeiro grau da poesia, o reflexivo e crítico pela intelectualização pode
atingir o segundo ou o terceiro grau da poesia, enquanto o 4º grau é muito mais
raro, pois o poeta ainda mais intelectual e imaginativo, entra em plena
despersonalização e pode atingir a poesia dramática. E cita Shakespeare, na
peça Hamlet, Príncipe da Dinamarca, no diálogo entre o rei Lear e o seu
filho Hamlet. E podemos nós citar os poemas dos heterónimos pessoanos.
No trabalho poético, a musicalidade é de enorme importância - «De la musique avant toute chose» - escrevia Verlaine, na sua Arte Poética em 1885 e repetia: «De la musique, encore et toujours. E surge a pergunta como se musica um poema e Pessoa responde: «musicar um poema é acentuar-lhe a emoção, reforçando-lhe o ritmo».
Dentro da poesia
lírica, recordo a leitura da obra de António Nobre, Só, «o livro
mais triste que há em Portugal», segundo o autor.
António Nobre
morreu em 1900 com 35 anos. Pessoa considerou-o o interpretante do ser
português e escreveu sobre a sua obra poética, em «Para a memória de António
Nobre», texto datado de 1915:
«De António Nobre partem todas as palavras com sentido lusitano que de então para cá têm sido pronunciadas. […] ele foi o primeiro a pôr em europeu este sentimento português das almas e das coisas […] quando ele nasceu, nascemos todos nós. […] A tristeza, que cada um de nós, traz consigo, mesmo no sentido da sua alegria é ele ainda, e a vida dele, nunca perfeitamente real nem com certeza vivida, é, afinal, a súmula da vida que vivemos […]».
Acrescente-se ao
cortejo poético que parte de Homero, Sophia de Mello Breyner Andresen, outra
poeta inscrita na cultura clássica grega.
A sua poesia dividida entre essa cultura e a experiência pessoal tem uma
ambiguidade geradora do seu trabalho poético. Sophia escreveu a sua Arte
Poética, em 5 textos em prosa, separados no tempo e no conteúdo.
Em Arte poética I, o texto em prosa. inscreve-se
no sol e no calor, em caminhada até ao artesão do barro, onde encontra ânforas
– símbolo da Antiguidade e da cultura grega. Compra uma, cor-de-rosa pálido,
que transporta e coloca no muro do seu jardim, entre ela e o mar (um dos
tópicos da sua poesia). E escreve: aquela ânfora «é ali a nova imagem da minha
aliança com as coisas. Aliança ameaçada. Reino que com paixão encontro, reúno,
edifico. Reino vulnerável. Companheiro moral da eternidade» [8]
.
Na Arte
Poética II, Sophia fala da sua poesia feita na base da sua inteireza conscienciosa,
intransigente, atenta «como uma antena» e da sua relação com o real numa vida
concreta e, simultaneamente, da sua explicação com o universo. Valoriza esta
relação escrevendo: «É esta relação com o universo que define uma obra de
criação poética».
A Arte
Poética III (apresentada em 1964, aquando da receção do prémio da
Sociedade de Autores, pelo Livro Sexto) dedica-se ao real e à justeza a esse
real que o poeta capta e transmite, lançando esse mesmo olhar sobre o homem e o
seu sofrimento. E escreve: «E é por isso que a poesia é uma moral. E é por isso
que o poeta é levado a buscar justiça pela própria natureza da sua poesia». E
acredita que a obra de um artista influenciará «a vida e o destino dos outros».
A Arte Poética IV começa com o nome Fernando Pessoa e o seu dito, segundo ela, «Aconteceu-me um poema», no qual ela se revê. E escreve: «sei que o poema aparece, emerge, é escutado num equilíbrio especial da atenção, numa tensão especial da concentração (…) quando o poema se quebra, como um fio no ar, o meu trabalho a minha aplicação não conseguem continuá-lo»[9]. De onde vem esse poema, quem o faz, pergunta-se. Os antigos chamavam-lhe Musa. O poema pode aparecer ordenado, desordenado, incoerente, mas não pode ser tocado até chegar ao fim, segue-se o trabalho poético e intelectual de o organizar. Outra forma de criação poética, surge-lhe enquanto escreve um texto em prosa sobre um tema ou uma pessoa. Curiosamente, Fernando Pessoa também escreve sobre essas duas formas da nascença de um poema.
Falamos da
Poesia. juntemos-lhe agora a outra forma de expressão da arte literária, a prosa.
Poesia e prosa têm em comum a palavra e a pausa com pontuação ou
sem ela.
O material da
Arte literária - poesia e prosa - é a Palavra, isto é, o signo
linguístico com o seu corpo escrito ou vocalizado – o significante; e
com o significado que tem e os sentidos que evoca; a Palavra é
a consubstanciação do significante e do significado.
As palavras
organizadas em discurso geram a linguagem falada ou escrita. A poesia libertou-se
e tem agora um discurso mais livre ou até um não discurso, que pode ter ou não uma
mensagem. Lembro a poetisa Ana Luísa Amaral, numa entrevista à Lusa, afirmar
que «a poesia não tem de ter mensagem nenhuma».
A poesia e a
prosa são as duas construções da arte literária. E peguemos nas palavras de Eça
de Queirós, a propósito de um concurso na Academia: «Como se pode, meu Deus,
comparar livros de verso com livros de prosa, quando a natureza das duas formas
e as propriedades que as caracterizam são essencialmente diferentes»[10]
Eça de Queirós,
o artista literário em prosa, falecido em 1900, cuja obra foi recebida e «se
impôs com um carácter de deslumbramento no trânsito do século XIX para o século
XX», tendo havido um decréscimo no pós-guerra, para «eclodir em 1945, no
centenário do seu nascimento, em Portugal e no Brasil e, depois, expandindo-se
mundo fora, «pela alta qualidade de sua criação novelística» e «a
originalidade da sua conceção estética» - segundo Guerra da Cal[11],
estudioso do seu estilo. E continua: «O culto da forma era para ele uma
obsessão» e cita a Correspondência de Fradique Mendes, obra que fui buscar
à estante para consultar diretamente. E então li «A Forma, a beleza inédita
e rara da Forma, eis realmente, nesses tempos de delicado sensualismo, todo o
meu interesse e todo o meu cuidado. Decerto eu adorava a Ideia na sua essência;
- mas quanto mais o Verbo que a encarnava»[12].
E, nem sempre, a Ideia cabe totalmente no
Verbo. Cria-se assim uma busca da perfeição estilística por parte de Eça para «encarnar
o Invisível no Visível», duelo do espírito com a linguagem. «Enfim, o que Eça perseguiu durante toda a sua
vida foi realizar a mais perfeita prosa artística, e nesse
empenho inaugurou uma nova era na arte de escrever em português» -
conclui Guerra Da Cal.
E Eça realça a imortalidade almejada pelo escritor no Prefácio de «Azulejos» do Conde de Arnoso: «E depois, amigo, a arte oferece-nos a única possibilidade de realizar o mais legítimo desejo da vida – que é não ser apagada de todo pela morte. […] A única esperança que nos resta de não morrermos absolutamente como as couves é a fama, essa imortalidade relativa que nos dá a arte.». E mais adiante escreve: «A Arte é tudo, porque só ela tem a duração – e tudo o resto não é nada. Só um livro pode fazer a eternidade de um povo» (Notas Contemporâneas, 108-110).
Pessoa, Sophia e
Eça evolucionaram a arte literária, acrescento-lhe José Saramago.
Saramago é um
fazedor de obras literárias em prosa, tal como Aristóteles definia o poeta: «o
poeta é um fazedor». Fazer é um dos lemas de Saramago, o operário da escrita, ele
escrevia duas páginas diárias, depois de iniciada uma obra.
Ouçamo-lo: «Eu comporto-me mais como um
operário que se senta prosaicamente a trabalhar e que faz o melhor que pode»
(El Mercurio, Santiago do Chile, 30 de novembro de 1994).
E que faz esse operário, Saramago explica: traduz «um sistema de sinais: emoções,
pensamentos, sonhos, devaneios. Isso é uma tradução. Porque tudo isso constitui
uma linguagem que, se não encontrar uma forma comunicável de transmissão, fica
cá dentro da cabeça de cada um de nós»[13] «O autor é o primeiro tradutor da sua obra» -
disse ele, na sua última entrevista. Digo eu: de dentro para fora, na busca da
melhor palavra, do melhor discurso.
José Saramago
preocupava-se com a linguagem e diz nessa última entrevista:
«Para mim o mais importante de tudo é a
linguagem. (…) mais do que a história (…) a literatura é 70% linguagem».
Saramago com os
seus romances quer demarcar-se dos romances de família característicos
do séc. XIX – XX, e explica: «eu necessito que se me apresente uma ideia (…)
que ponha cá fora alguma preocupação minha. De repente proponho ao leitor um
pacto: você aceita o que lhe proponho…»
Na última entrevista,
em outubro de 2009, dada no Palácio Galveias, com o propósito de celebrar a
biblioteca onde ele, a partir dos 17 anos, teve contacto direto com os livros e
foi um grande leitor, ele informa sobre a sua criação literária. O
entrevistador faz a pergunta direta: «Como é o seu processo criativo?»
E José Saramago
responde:
«Normalmente o
que acontece é que tenho muito claro o princípio e muito claro o fim. (…) e o
que eu costumo dizer é que um romance meu cresce como uma árvore.
Uma árvore,
segundo a espécie a que pertence, tem um limite: chega a uma certa altura do
seu crescimento e pára, fica ali. (…) E para mim o romance é isso: chega o
momento em que o romance decide acabar e não vale a pena prolongá-lo».
Conclusão
Com o romantismo há uma libertação das regras clássicas, embora essas regras não tenham sido esquecidas. Segue-se o Modernismo, movimento libertário, iniciado pela vanguarda portuguesa, na qual se distingue Fernando Pessoa. Essa liberdade foi celebrada por estes quatro Mestres, cada um à sua maneira, conseguindo que as suas obras abalassem a sociedade conservadora de Portugal e com esse objetivo. Saramago foi o mais abalador com novos temas (As intermitências da Morte, O Ensaio sobre a cegueira, etc.), mas, sobretudo, com temas bíblicos, nas obras O Evangelho segundo Jesus Cristo e Caim.
Nesses referidos escritores verificamos a preocupação com a linguagem usada para bem da língua portuguesa e o lançar da agitação ideológica para o seu abalo e ,consequentemente, para o crescimento da cultura portuguesa.
Ao longo dos
tempos, estes escritores têm sido estudados na Escola portuguesa. Hoje,
Saramago está a ser posto de lado. Também sobre isso José Saramago dá a sua
opinião na última entrevista: «francamente acho que a leitura obrigatória para
o 12º ano não deveria ser o Memorial do Convento, que levanta uma
infinidade de problemas para os quais os alunos com essa idade não estão nada
preparados» e sugere A Escola do Paraíso de José Rodrigues
Migueis, que considera «um excelente livro».
[1]
Lourenço. Eduardo, Do Homem com literatura
[2]Branquinho da Fonseca nasceu em maio de 1905 em
Mortágua. Era filho do escritor Tomás da Fonseca. Estudou Direito em Coimbra,
onde colaborou com José Régio e João Gaspar Simões na fundação da revista
Presença. Escreveu contos, novelas, romances, poesia e teatro. Foi diretor do
Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães e criador e primeiro diretor das
Bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Para compreendermos Branquinho da Fonseca,
"deveremos lembrar a principal característica desse movimento: a total
liberdade de criação artística, movida pela necessidade de cada qual poder
assumir a sua própria verdade e sensibilidade, donde a assumpção de um
individualismo subjectivo bastante descomprometido com o social e o político
[...]”. «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Lisboa, 1999».
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Lisboa, 1999
[3] Aristóteles, Poética, Fundação
Calouste Gulbenkian, 3ª edição, pp. 33-44.
[4] Horácio, Arte Poética, Carta aos
Pisões, traduzida em verso por António José de Lima Leitão, Lisboa, 1827.
[5]O «documento mais antigo escrito em
português data de 1175 – início do século XII, quando era D. Afonso Henriques
Rei de Portugal. Este documento designa-se “Notícia de Fiadores” e faz parte do espólio
do Mosteiro de São Cristóvão de Rio Tinto. Neste documento são identificadas as
dívidas de Pelágio Romeu». https://www.up.pt/portuguesuporto/historia-da-lingua-portuguesa/, 7de maio de 2026, 11, 39 horas. A “Notícia de Torto” foi
escrita entre 1211 e 1216, provavelmente em 1214 – início do século XIII (Idem,11,50
horas).
[6] Páginas Íntimas e de
Auto-Interpretação. Fernando Pessoa. (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf
Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1996. - 390.
[7] In Páginas de Estética e de Teoria e
Crítica literárias de Fernando Pessoa – Obras Completas de Fernando Pessoa, por
Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho, Coleção Prosa. Edições Ática, 2ª
edição.
[8] Sophia
de Mello Breyner Andresen, Obra poética, p.890
[9]Kubla Khan
de Coleridge - https://www.pessoadigital.pt/pub/Pessoa_O_homem_de_Porlock
9/5/2026, 11:20
[10]
(Queirós, Eça, Notas
Contemporâneas, A Academia e a Literatura, carta a Mariano Pina, 1888,
Edição Livros do Brasil).
[11] Guerra
Da Cal, Língua e Estilo de Eça de Queiroz, 4ª edição, Livraria Almedina,
Coimbra – 1981. As citações deste parágrafo são das pp. 41 a 55.
[12] Queiroz,
Eça, A Correspondência de Fradique Mendes, pp11-12, Edição Livros do
Brasil, Lisboa
[13] Santos,
José Rodrigues dos, «A última entrevista de José Saramago», Gradiva, 2011, 1ª
edição.